sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Deus.

O que é Deus?
Questão difícil. Para quem não acredita é fácil: Deus não existe; e para os crentes, aqueles que crêem num Criador de todas as coisas?
O que é Deus?


        Não é matéria, átomo, nêutrons, elétrons ou prótons; pois, se criou tudo isso, não pode ser algo criado por Ele próprio.
        É energia? Não. Energia também é criação; aliás, energia e matéria estão intimamente ligadas, como demonstra a famosa equação de Albert Einstein.
        É espírito?
        Mas, não foi o Todo Poderoso quem criou os espíritos? Então, não pode ser um deles. Tem que ser outra coisa; porém, o quê?
        O que é Deus?
        Deus é o maior dos mistérios e Dele só podemos conhecer, por hora, sua obra: a maravilha que chamamos de Universo. E, na imensidão cósmica, vislumbramos o enigma Daquele que é maior do que o Universo. 
                                             

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

No ônibus.

    Silêncio... Ninguém fala. As vozes humanas estão caladas; não há conversa com o passageiro ao lado. Uns dormem, outros escutam música que vem dos seus fones de ouvido... A morena olha pela janela e nada vê; seus olhos estão fixos, estáticos, impassíveis; no quê pensa a morena da cor da canela?
    Ruídos... Sons vem de fora... trânsito confuso na ponte no caminho para o Rio; ônibus quase lotado, mas ninguém fala, nenhuma frase é dita; só o barulho dos veículos que passam é ouvido.
    A morena que olha sem ver se impacienta, boceja, ajeita a blusa, olha para o relógio; quer logo descer para a rua; quem sabe vai trabalhar. Por um momento nossos olhos se encontram e penso que ela sorriu sem sorrir, assim como olha e não vê.                                            

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Bezerra de Menezes.

O nome mais famoso do espiritismo brasileiro foi vereador e chegou a presidente da Câmara Municipal. Hoje em dia, não há espírita que não recorra ao doutor Bezerra de Menezes quando tem algum problema de saúde na família.
Nascido no ano de 1831 em Riacho do Sangue, no Ceará, Adolfo Bezerra de Menezes formou-se aos 25 anos na Escola de Medicina do Rio de Janeiro.
Conhecido por sua dedicação aos mais carentes como o "médico dos pobres", largou o posto de cirurgião-tenente do Exército - lotado no Hospital Central, além de possuir uma famosa clínica com uma clientela rica - para entrar na política.
O que Bezerra de Menezes recebia da classe abastada no seu consultório no Centro da cidade gastava com os mais pobres, não só clinicando gratuitamente, como dando a eles remédios, roupa, dinheiro, enfim, tudo de que necessitassem. Isso levou a população do bairro de São Cristóvão a pedir que ele a representasse na Câmara Municipal.
Vereador eleito pelo Partido Liberal, Bezerra de Menezes enfrentou logo a oposição do líder do Partido Conservador, Hadock Lobo, que pediu a impugnação do seu diploma, sob o argumento de que um militar da ativa não poderia exercer cargo político. Bezerra de Menezes pediu baixa do Exército e, durante vinte anos - de 1860 a 1880, ano em que presidiu o Legislativo do Município -, foi eleito vereador, deputado geral e indicado para o Senado.
Como político e jornalista, Bezerra de Menezes, em comícios e artigos, defendeu, entre outras causas, a emancipação dos escravos. Nesse período, lançou o jornal A Reforma, de orientação liberal, e criou a Estrada de Ferro Macaé-Campos, que o enriqueceu, mas acabou falindo, não só por dar tudo que tinha para os pobres, como também pela falta de apoio do Governo Imperial, que não liberou os meios para o desenvolvimento da ferrovia.
Isso não impediu que continuasse atendendo às massas carentes, já convertido à doutrina espírita, pioneiramente como médico homeopata, até falecer, pobre e amado pelo povo, em abril de 1900. 






(FONTE: Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro - Vereador histórico)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tem Coragem.

Joanna de Angelis.


Nas contingências afligentes do cotidiano e ao largo das horas que parecem estacionadas sob a injunção de dores íntimas, extenuantes, que se prolongam, não te deixes estremunhar, nem te arrebentes em blasfêmias alucinadas, com que mais complicarás a situação.
Tempestade alguma, devastadora quão demorada, que não cesse.
Alegria nenhuma, repletada de bênçãos e glórias, que se não acabe.
A saúde perfeita passa; a juventude louçã desaparece; o sorriso largo termina; a algaravia de festa silencia...

Da mesma forma, o aguilhão do infortúnio se arrebenta; a enfermidade se extingue; a miséria muda de lugar; a morte abre as portas da vida em triunfo...

Tudo quanto sucede ao homem constitui-lhe precioso acervo, que o acompanhará na condição de tesouro que poderá investir, conforme as circunstâncias que lhe cumpre enfrentar, ao processo da evolução.
Os que aspiram a fortunas alegam, intimamente, que se as possuíssem mudariam a situação dos que sofrem escassez. No entanto, os grandes magnatas que açambarcam o poder e usufruem da abundância, alucinam-se com os bens, enregelando os sentimentos em relação ao próximo...
Quantos anelam pela saúde, afirmam, no silêncio do coração, as disposições de aplicá-la a benefício geral. Não obstante, os que a desfrutam, quase sempre malbaratam-na nos excessos e leviandades com que a comprometem, desastrados... 



                                                          
O bem deve ser feito como e onde cada qual se encontre.
Em razão disso, as situações e acontecimentos de que se não é responsável, no momento, devem ser enfrentados com serenidade e moderação de atos, por fazerem parte do contexto da vida, a que cada criatura se vincula.

A vida são o conteúdo superior que dela se deve extrair e a forma levada com que se pode retirar-lhe os benefícios.
Um dia sucede o outro, conduzindo as experiências de que se reveste, formando um todo de valores, que programam as futuras injunções para o ser.

Recorre, as situações diversas, aos recursos positivos de que dispões, e aguarda os resultados desse atitude.

Jesus é sempre o exemplo.
Poderia haver liberado todos os enfermos que encontrou pela senda; mas não o fez.
Se quisesse, teria modificado as ocorrências infelizes, que o levaram às supremas humilhações e à cruz; todavia, sequer o intentou.
Conferiria fortuna à pobreza, à mole esfaimada que O buscava, continuamente; todavia, não se preocupou com essa alternativa.
Elegeria para o Seu labor somente homens que O compreendessem e Lhe fossem fiéis, sem temores, nem fraquezas; porém optou pelo grupo de que se cercou.
Modificaria as estruturas sociais e culturais da Sua época; sem embargo, viveu-a em toda a plenitude, demonstrando a importância primacial da experiência interior e não dos valores externos, transitórios.
Apresentar-se-ia em triunfo social, submetendo o reizete que Lhe decidiu a sorte; apesar disso, facultou-se viver sob as condições do momento em plena aridez de sentimentos e escassez de amor entre as criaturas... 

Jesus, no entanto, conhecia as razões fundamentais de todos os problemas humanos e a metodologia lenta da evolução; identificava que a emulação pela dor é mais significativa e escutada do que a do amor, sempre preterido; sabia do valor das conquistas superiores do Espírito, em detrimentos das falazes aquisições que se deterioram no túmulo e dissociam os tesouros da alma.
Tem, portanto, coragem e faze como Ele, ante dificuldades e problemas que passarão, armando-te hoje de esperança para o teu amanhã venturoso. 



Autor: Joanna de Ângelis
Psicografia de Divaldo Franco. Livro: Alerta.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

Utopia.

Manoel Gomes.


Utopia é o título de um livro do filósofo inglês do século XV, Thomas More. Nessa obra, o autor critica a sociedade do seu tempo, a corrupção, os abusos de poder e as injustiças. O tema parece atual? E é. Pois, nas sociedades de hoje, o que mudou? O mundo continua injusto, ainda buscamos por Utopia.
No seu livro, More cria um novo Estado, uma república ideal em que a propriedade privada e a moeda seriam abolidas, mas na qual seus habitantes seriam realmente cidadãos com iguais direitos e deveres para todos. Onde haveria o respeito, a harmonia na convivência humana e a paz. Uma utopia.


                                              


Sempre sonhamos com liberdade e igualdade. O lema da Revolução Francesa era: liberdade, igualdade e fraternidade. E vem dela a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (26 de agosto de 1789). O maior símbolo desse conturbado período da história é a tomada da Bastilha, fortaleza onde o despotismo encerrava suas vítimas e que a imaginação, nutrida de história e ficção, erigiria como templo da crueldade e do horror.
Jesus também pregou a sua utopia quando disse que todos somos filhos do mesmo Deus-Pai. Portanto, irmãos pela natureza divina. Ele pregou a justiça e o amor entre todos. A igualdade natural que deve existir entre verdadeiros irmãos. O Pai não privilegia qualquer dos seus filhos em detrimento dos outros. Somos herdeiros da sua infinita misericórdia. Se nos consideramos cristãos, devemos, pelo menos, tentar seguir seus ensinamentos e, talvez, em volta de nós, não houvesse tanta miséria e desamor.
Nas artes, mais precisamente na música, o sonho utópico da sociedade ideal se expressa na bela canção de John Lennon, 'Imagine'. Onde o ex-Beatle descreve seu sonho de um mundo perfeito, sem religiões, sem causas de ódios e bandeiras que levam à guerra e à morte. Um mundo sem céu e inferno. O mundo dos humanos, da humanidade fraterna; da paz e do amor. Uma verdadeira utopia. Mas você pode se juntar a este sonho, ele convida. Basta acreditar que é possível. E se todos passarem a crer, a terra se transformará. Creia, junte-se a nós!
"You may say, I'm a dreamer, but I'm not the only one. I hope some day you join us and the world will live as one."(John Lennon).